Etapa Tui - O Porriño
Caminho Português
Etapa: Tui- O Porriño
Entra-se na Galiza pela ponte internacional que liga as localidades de Valença (Portugal) e Tui (Espanha), atravessando o caudaloso rio Minho.
Tui- Ponte das Febres
Adentramo-nos no centro histórico de Tui através das avenidas de Portugal. Rapidamente chegamos ao Parador de Turismo. Um marco informa-nos de que faltam 115,4 km até Santiago. O encanto de Tui — uma das sete capitais do Antigo Reino da Galiza, declarada conjunto histórico artístico em 1967 —respira-se em cada uma das rúas, vielas e passadiços do seu nobre centro histórico, um desenho urbano medieval presidido pelo românico e pelo gótico da sua catedral de Santa María. Vamos aproximando-nos do templo pelas ruas Bispo Maceira e Baixada ao Arrabalde de Freanxo. O itinerário continua pela Travesía do Hospital, Praza do Concello, o convento das Clarissas e as ruas Tide e Antero Rubín. Antes de abandonar a cidade, o Caminho passa pelas ruas Cóengo Valiño e Calzada, em direção ao parque de San Bartolomeu, onde está a formosa igreja pré-românica com o mesmo nome.
Tui - Ponte das Febres
Ponte das Febres- Gándaras de Budiño
O trajeto avança pela capela d’A Virxe do Camiño, Paredes de Abaixo e pela emblemática ponte de San Telmo, chamada Ponte das Febres. Uma vez atravessada, transitamos por uma frondosa floresta conhecida como A Ribeira. Chegamos à aldeia d’A Madalena. Acompanha-nos o rio Louro, que divide os municípios de Tui e O Porriño. O seguinte núcleo é Orbenlle. Daqui podemos continuar por Os Eidos ou por As Gándaras. Ao longe avistam-se as pedreiras de granito que tornaram este lugar famoso (o conhecido como “granito rosa”, que se exporta para países como o Japão ou os Estados Unidos).
Ponte das Febres - As Gándaras de Budiño
Gándaras de Budiño- O Porriño
Entramos pela rua Manuel Rodríguez, no pujante município d’O Porriño. Este município, cuja origem está intimamente relacionada com o Caminho de Santiago, é atualmente uma importante vila industrial, das de maior crescimento demográfico da província de Pontevedra. A sua paisagem urbana presenteia-nos hoje em dia a obra do arquiteto Antonio Palácios, nascido aqui em 1874: passamos diante do Palácio Municipal, uma das suas grandes criações (1924). Muito perto do itinerário erguem-se o templo da rede de San Luis, a “Fonte do Cristo” — uma das suas primeiras obras, de 1907 — ou a farmácia Palacios (concebida no ano de 1912 para o seu irmão José).