Camposancos, A Guarda
Caminho Português da Costa
Etapa: A Guarda-Oia
Encaminhamo-nos para Oia ao longo da linha costeira, com o oceano sempre aberto à nossa esquerda. O lanço é plano e com escassas sombras. A brisa marinha suavizará os rigores do sol no verão.
A Guarda- Portecelo
A entrada na Galiza pela costa começa n’A Pasaxe (A Guarda). Despedimos Portugal em Caminha. A Guarda cresceu no sopé do imponente castro de Santa Trega, principal valor turístico e histórico desta localidade. É o mais emblemático e visitado dos povoados galaico-romanos galegos e foi declarado Monumento Histórico-Artístico Nacional em 1931. Além disso, em várias das pedras do monte apreciam-se petróglifos elaborados até 2000 anos antes da ocupação do castro, que foi contínua entre os séculos I a.C. e I d.C.
Desde o alto, seremos surpreendidos por uma magnífica panorâmica da desembocadura do Minho. O estuário formado pelos últimos metros do maior dos rios galegos é especialmente atrativo na baixa-mar e ao pôr do sol, com juncos, corvos marinhos e anatídeos sobre a marisma.
A Guarda - Portecelo
Portecelo- Oia
Encaminhamo-nos para Oia ao longo da linha costeira, com o oceano sempre aberto à nossa esquerda. O lanço é plano e com escassas sombras. A brisa marinha suavizará os rigores do sol no verão. Chegamos ao histórico mosteiro de Santa María de Oia, situado em pleno litoral e em fase de reabilitação. Dele parte outra das denominações para este itinerário: o “Caminho monacal”. O alçado do mosteiro, de fins do século XII, é um dos melhores exemplos da austeridade, funcionalidade e rigor construtivo da Ordem do Cister, e a igreja conserva retábulos barrocos com imagens de grande expressividade.
A sua estratégica localização ajudou, mais de uma vez, à defesa da costa, como aconteceu em meados do século XVIII, quando os monges conseguiram desbaratar um ataque da frota turca.